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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Resenha: Para educar crianças feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

RESENHA
Título: Para educar crianças feministas
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adichie
Editora: Companhia das letras
Páginas: 96
Avaliação: 5/5⭐+💓

"Penso que é moralmente urgente termos conversas honestas sobre outras maneiras de criar nosso filhos, na tentativa de preparar um mundo mais justo para mulheres e homens."


SOBRE O LIVRO: 
Após o enorme sucesso de Sejamos todos feministas, Chimamanda Ngozi Adichie retoma o tema da igualdade de gêneros neste manifesto com quinze sugestões de como criar filhos dentro de uma perspectiva feminista. Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, Adichie oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.


"Todo mundo vai dar palpites, dizendo o que você deve fazer, mas o que importa é o que você quer, e não o que os outros querem que você queira."





"O trabalho de cuidar da casa e dos filhos não deveria ter gênero."


Assim como o livro anterior, esse traz uma narrativa leve e reflexiva acerca do feminismo. Por que é importante educar crianças de forma e visão feminista?
Depois do imenso sucesso que foi o primeiro livro "Sejamos todos feministas", a autora decidiu escrever "Para educar crianças feministas" depois de receber uma carta de uma amiga querida que estava grávida, pedindo conselhos para cuidar do seu futuro filho ou filha de maneira feminista.


"Ou se é ou não se é. Ou você acredita na plena igualdade entre homens e mulheres, ou não."





"Os estereótipos de gênero são tão profundamente incutidos em nós que é comum os seguirmos mesmo quando vão contra nossos verdadeiros desejos, nossas necessidades, nossa felicidade."



MINHA OPINIÃO:
Gente, para tudo! Por que não li esse livro antes? Eu amei! Assim como o anterior, esse nos leva a refletir sobre diversas diferenças entre homens e mulheres, seja na área de trabalho, escolar ou até mesmo relacionamentos amorosos. Porém, o foco principal desse segundo livro é a importância da educação feminista desde a infância, tanto para os meninos quanto para as meninas. A ideia é que, daqui uns anos, o pensamento machista diminua e até mesmo acabe de vez. 
É um livro incrível e rápido de ler. Indico para quem gosta de leituras curtas e reflexivas. Assim como o anterior, indico para pessoas de ambos os sexos (homens e mulheres), pois é um livro importante para a evolução do ser humano. Fica a dica aí!



SOBRE A AUTORA:
Chimamanda é uma escritora nigeriana, da etnia Igbo, conhecida por seus romances e contos. Nasceu em Enugu, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.
Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.




E aí, gostaram da resenha? Já leram esse livro? Se sim, o que acharam? Bjos da Bya! 💋

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Resenha: Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie


RESENHA
Título: Sejamos todos feministas
Autor(a): Chimamanda Ngozi Adiche
Editora: Companhia das letras
Páginas: 24
Avalição: 5/5⭐+💓


"Em nossa sociedade, a mulher de certa idade que ainda não se casou se enxerga como uma fracassada. Já o homem, se permanece solteiro, é porque não teve tempo de fazer sua escolha."

SOBRE O LIVRO:

Chimamanda Ngozi Adichie ainda se lembra exatamente da primeira vez em que a chamaram de feminista. Foi durante uma discussão com seu amigo de infância Okoloma. "Não era um elogio. Percebi pelo tom da voz dele; era como se dissesse: ‘Você apoia o terrorismo!’". Apesar do tom de desaprovação de Okoloma, Adichie abraçou o termo e - em resposta àqueles que lhe diziam que feministas são infelizes porque nunca se casaram, que são "anti-africanas", que odeiam homens e maquiagem - começou a se intitular uma "feminista feliz e africana que não odeia homens, e que gosta de usar batom e salto alto para si mesma, e não para os homens".

Neste ensaio agudo, sagaz e revelador, Adichie parte de sua experiência pessoal de mulher e nigeriana para pensar o que ainda precisa ser feito de modo que as meninas não anulem mais sua personalidade para ser como esperam que sejam, e os meninos se sintam livres para crescer sem ter que se enquadrar nos estereótipos de masculinidade. 

"A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos."


"Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece."



"O casamento pode ser bom, uma fonte de felicidade, amor e apoio mútuo. Mas por que ensinamos as meninas a aspirar ao casamento, mas não fazemos o mesmo com os meninos?"

MINHA OPINIÃO: 
Talvez essa seja a resenha mais difícil que eu tenha que escrever, porque traz um assunto polêmico.
Eu não tinha a intenção de ler esse livro tão cedo, porque a minha lista de leituras, principalmente de parcerias com autores, está muito grande. Mas vi que ele tinha poucas páginas e decidi ler. Ainda bem que fiz isso porque realmente é um livro muito bom. Não digo isso só porque sou mulher, muito pelo contrário, acho que esse livro deveria ser lido por todos, seja homem ou mulher. 
Nesse livro, podemos refletir sobre algumas situações, onde os homens são mais valorizados que as mulheres, porque sabemos que, apesar de estarmos no século XXI, o machismo ainda existe. Isso é muito triste!
Contudo, sabemos que nem todos os homens são assim. Alguns são por conta da sua criação quando crianças ou adolescentes. Que criação é essa? Digo assim porque, tanto no livro quanto na minha vida pessoal, presencio o machismo logo no início da vida da mulher, em casa mesmo, quando ela tem que lavar e passar roupa, enquanto o irmão joga video game ou quando ela não pode nem pensar em levar o namorado pra casa ou sequer pensar em ter um namorado, enquanto o irmão pode. 
Homens que estão lendo isso aqui, por favor não me odeiem. Só estou ressaltando as diferenças entre homens e mulheres que infelizmente podemos presenciar hoje em dia, em pleno século XXI. 
Alguns homens também sofrem por querer fazer sobrancelha ou, por exemplo, raspar as pernas. Coisas que são comumente mais praticadas por mulheres. Por isso digo: sintam-se livre do estereótipo de masculinidade que a sociedade impõe e façam o que quiser com o corpo de vocês. E quanto a nós, mulheres, também temos que que nos livrar do estereótipo de feminilidade.  
Não vou me estender demais na resenha. Esse livro é ótimo, reflexivo e rápido de ler. Indico para homens e mulheres, é um livro importante para ambos os sexos, além de trazer algumas informações acerca do feminismo. Se a minha opinião não for o suficiente pra os fazer ler, deixo o seguinte trecho do livro que certamente resume o intuito dessa obra:
"A questão de gênero é importante em qualquer canto do mundo. É importante que comecemos a planejar e sonhar um mundo diferente. Um mundo mais justo. Um mundo de homens e mulheres mais felizes, mais autênticos consigo mesmos." 





SOBRE A AUTORA:
Chimamanda é uma escritora nigeriana, da etnia Igbo, conhecida por seus romances e contos. Nasceu em Enugu, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos da América. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade Yale.
Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado em 2006 e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.




E aí, já leram esse livro? Se sim, o que acharam? Se não, fica a indicação. Bjos da Bya! 💋